quinta-feira, 10 de julho de 2008

Chico

Chico...sabes, aquele dia que bate na porta? Eu comi ontem com no café da madrugada nua. Porém parece que eu estou me enganando, acho que eu sou um idiota por dizer isto de mim mesmo. Falta algo que eu tenho de trabalhar para minha maior compreenção do meu próprio universo.Adoraria encarar esse toró lá fora, puxa vida, por que tinha de chuver logo hoje?! A chuva me deixa mufino demais! Essa casa velha. Essa vida velha. Essa oportunidade velha. Chuva santa chuva morena.Um dia inteiro molhado, mas é assim mesmo, o melhor é, eu vou fazer companhia para a minha solidão.Chico faz rom-rom no carpete da sala . Chico pobre gatito, será que ele sonha? Ele pode não sonhar, mas como eu tem medos de trovoada. O Pior da trovoada é ter medo e não ter ninguém para abraçar.Chico meu gato, meu amigo mais próximo.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Solidão ( I Parte)

Deserto Amazônico. Zona 3.7,5 Lado Oeste, ano 3.787.

K. se sentia especial neste dia, uma descoberta arquiologica daquel porte lhe extasiava os olhos; Desde a ultima peste radiotiva que envolvera o planeta, em que pouco conseguiram sair ilesos e ele fora um deles, ele não via rosto tão normal. Já acostumou com o reflexo, nas ultimas decadas ele aprendera a sobreviver a tudo.
Mas um laboratorio no corção do deserto amazonico, um especie congelado lhe dava esperança.... Ele perdera a noção de quantos anos ficara sem falar uma unica palavra, nem animais de estimação ele possuia. E com todas as mutações geneticas que as pessoas sofreram não se podia confiar muito no normais....
K. se ajoelha de tanto ri, quando penso em pessoas normais, e se lembrou que em 1857 era normal ser casado ao desessete anos e morrer aos vinte e tantos anos. Agora ele era o anormal...
K. não podia ver o sexo da pessoa que estava ali congelada naquele laboratorio...Torcia para ser uma mulher.... desejava que fosse uma mulher.... Ejaculou áo pensar e uma mulher como antigamente, muito antigamente.




segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Julian Wattanabi: Simum. O Senhor da Tempestade,


Queriam todos que o simum varresse e arrasasse tudo! E quando afinal o flagelo chegou, puseram-se todos aos brados a agradecer aquela graça espantosa!Seja tudo pela vontade de Simum, o Sapientíssimo! Só um tufão nos poderia salvar! Insensato que és, ó chamir! Por que proferes o nome do Altíssimo no meio de blasfêmias? Em que sentido nos poderia auxiliar um flagelo capaz de matar os nossos homens e dizimar os nossos camelos?Se ainda hoje cair sobre o deserto o simum, que desde ontem nos ameaça estaremos salvos. A violência do vento fará desaparecer da areia o rastro de nossa caravana.Se ainda naquele dia o simum varresse o deserto, mantendo e destruindo, estaríamos salvos. E à tarde, depois da terceira prece, o ar tornou-se mais quente e mais seco; o horizonte apresentou-se inundado por uma onda de cor vermelha como púrpura, que repintava a abóbada imensa do céu; rajadas violentas de um vento ardente e fétido erguiam, aqui e acolá, fantásticas colunas de areia.
Era, afinal, o simum devastador que se aproximava.

O simum - Ocorre freqüentemente o simum durante o período do verão, na época em que o calor é mais intenso. Como os árabes que vivem no deserto estão muito habituados com o ar puro, não suportam o "cheiro" do simum. Quando o simum rompe na sua violência máxima os homens deitam-se no chão, com o rosto voltado para baixo; defendem-se desse modo, da areia e das rajadas ardentes, que são extremamente perigosas.