quinta-feira, 28 de maio de 2009

Os olhos de meninos trites que lêem H.Q esperando o mundo mudar antes do jantar-






Hey, hey Super heroi me deixa tocar na tua parte mais sagrada, deixe-me beber de teu vinho acredoce.

Ei, ei , ei super heroi coloca dentro de mim essa tua semente, cola dentro de mim a tua esperança.

Eu vou beber todo o licor de teu desejo, cara! Minha boca te espera para mostrar outro caminho.

As espaçonaves nao dizem nada antes do gozo final. Minhas mãos tecem os labirnots de minotauros azuis. Eu so quero abrir a boca receber teu vinho. Eu so quero beijar a parte sagrada de teu ser. Eu apenas quero ver teu olhos ficarem brancos.

Ei, super heroi me demonstra mais uma vez o teu poder

Hey, hey super heroi como é doce esse teu poder.

sábado, 28 de março de 2009

danse macabre

"A Morte afina então sua rabeca e começa a tocar. Os mortos erguem-se das sepulturas e dançam com movimentos grotescos, com os ossos sacudindo e chacoalhando, como o xilofone deixa claro. O ritmo se acelera e a dança torna-se cada vez mais selvagem e febril. De repente, o galo canta o amanhecer. Os mortos voltam para suas sepulturas e a Morte guarda sua rebeca.

quarta-feira, 18 de março de 2009

O Boa Morte e Eu.



A hora é absurda em uma madrugada ensolarada. Acordei, pois meu gêmeo solfejava sua voz de baritono na cama acima da minha. A casa estava toda iluminada as 3:31 da manhã. Acordei com a lembrança de que a porta principal estava destrancada e era meu dever trancá-la. Era manhã em minha casa e alta madrugada na rua. Quando olhei a porta, tive aqueles agoiros que se tem antes ao perigo certo. Fingi não ligar para aquele presságio. Antes de tracar a porta eu a abri. Assustei-me com a figura na porta. Parecia Césare, o sonâmbulo de "O gabinete do doutor Caligare". Ele estava parado. Seus olhos estavam fechados que abriram com minha presença, eram grandes e esbulhados com olheiras colossais. Homem de pele amarelada e enrrugada, apesar de sua pouca idade, em suas mãos grandes e pálidas segurava firmemente uma pistola estilizada. Dizem que ele mesmo a desenhou e construiu. Eu sabia quem ele era e o que viera fazer. Tentei fechar a porta e fingir que aquilo não havia acontecido. Apesar do meu esforço, ele era mais forte que eu. Adentrou a casa já engatilhando a arma e colocando em minha têmpora direita. Então, um gosto amargo adentrou a minha boca e não saiu. Para ter certeza que era eu sua vítima, tocou-me a testa com seus dedos longos e gélidos e uma luz debroçou sobre mim revelando a marca do Culto do qual faço parte.
"eu sou apenas um iniciado o que tu podes querer comigo?"
Pensei para que ele ouvisse, mas não houve respostas.
"devo ter irritado alguém importante realmente para te enviarem ao meu incalço, não?"
A reposta que ouvi foi o engatilhar da arma.
Com uma voz rouca e fraquíssima eu disse: -Não posso morrer sem dizer algo a uma pessoa antes!
Então pensei no amor de minha vida e lhe enviei minha declaração de amor (P.S: eu te amo).
Após isso, embebido em coragem, disse: -Não permitirei que alguém tire a minha vida desta forma. Tenho uma proposta: Roleta Russa!
Ele não tinha expressão em seu rosto. Peguei a pistola de sua mão e rolei o tambor me recriminando por dentro,
"estas louco homem tu vais jogar roleta russa com um cara que é chamado de O Boa Morte o maior manipulador de propabilidades que já se ouviu falar dizem que ele nunca errou um tiro na vida".
Fechei os olhos, respirei corretamente, abri os olhos e apertei o gatilho. Boa Morte estava extaseado. Em meus pensamentos apenas sossego e tranquilidade.
Boa Morte sorriu e disse:
- Parece que o jogo não acaba aqui para ti, rapazinho. - Seu ato seguinte foi fazer o tambor dançar e atirar contra a cabeça.
- Parece que eu também continuo na dança da grande roda que nunca para de girar.
Não pude me conter e falei demais para variar: - Acho que as tuas balas acabaram, isso sim. - Eu sabia que havia quatorze lugares para balas dos quais treze estavam preenchidos.
Sua resposta foi um "talvez sim, talvez não" desprocupado.
- Bon pracer per ti. - eu disse.
O asco quase pula de seu corpo para me atacar. Percebi que ele não entendeu o que eu disse, e expliquei-lhe:
- Agora somos nós que o observamos.
- Até parece.
- Sim, é a nossa vez. Estamos de olho em ti, ande com cuidado por aí.
Ele virou-se de costas e saiu de minha casa sem mais nada dizer.
Eu por minha vez me repreendia: -Tu tinhas de dar uma de macho alfa no final, né? Foda-se! Tu já dissestes mesmo, então aguenta o tranco, fresquinho.
Tranquei bem a porta e fui escovar os dentes para ver se sumia aquele gosto amargo de minha boca.



domingo, 8 de março de 2009

Invisible Guy

Triste o rapaz que ficou invisível tempo demais, e quando quis sair do seu exílio não pode ser visto mais. Esse rapaz invisível nasceu, morreu e renasceu no que sempre foi: Um gato no cio querendo lamber as próprias bolas.
Anima-se dizendo para si mesmo em um sorriso amarelo:
- Serei como um gato no cio, andando por ai procurando aventuras perigosas nas madrugadas escuras e chuvosa, já que perdi a melhor coisa da minha vida e o mundo desmoronou sobre mim. Ao menos sai intacto e ainda ando equilibrado, não sangrei, mas fui eu que saiu machucado, apenas eu. É tão triste saber que as coisas nunca mais serão as mesmas. Outravez será apenas eu e eu. Se morri é hora de renascer, erguer asas e voar.
Não mendigarei afecto, atenção, não aceitarei ser a ultima opção, prefiro ser odiado a ser desprezado.
O engraçado foi que sai do palco e nem perceberam. Prelo que paguei por ser invisível, preço pago por ser um d'us: intocável, inalcansavel, irrepreensivel, sem culpa e sem arrependimentos. Fui tempo demais.
Antes de conhecer aqueles olhos eu nunca havia me magoado, me decepcionado, quando eu me sentia triste eu me bastava, agora sei o que é a dor da solidão, sei o que é ser humano, é doí ser humano, pois a única pessoa que amei, amei como a mimesmo. Descobri quão doce é o amor, e quão amargo ele pode se tornar, não suportei a a amargura do meu.
Hoje eu repito o tempo todo: -Não fico carente eu me basto. Quem ama a si mesmo não sofre com desprezo.
Triste invisivel rapaz que resolveu mudar voltando a ser o que sempre foi.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Fiat Lux




14....
O além desde o profundo se pertuba por ti,
Para te encontrar na tua chegada;
Ele desperta as sombras por tua causa
E todos so príncipes da terra,
Levanta todos os reis dos tronos.
Todos eles respondem e te dizem:
Tu também estás fraco como nós?
Tu estás parecido conosco agora?
A tua soberba está abatida na cova,
O som de tua música também;
Dormis em uma cama de gusanos,
E os verme são o teu lençol.
Como caíste do céu, ó Estrela da manhã,
Filho da alva!
Como caíste na terra,
Tu que maltratas as nações!
Tu falavas para ti mesmo:
Eu subirei ao céu;
Acima das estrelas estabelecerei meu trono?
E me assentarei nas extremidades do Norte;
Subirei acima das mais altas nuvens,
E serei um Todo-O-Poderoso?
Contudo tu serás lançadoem um precipício
Para o reino dos mortos,
No lugar mais profundo do abismo.
As pessoa vão passar por ti , te olhar e dizer:
Este é o homem que fazia a terra estremecer,
E fazia tremer de medo as pessoas?
Todos os reis, sim , todos eles,
Jazem em seus túmulos com honra.
Mas tu estas na lama, fora da sepultura,
Como um primogênito bastardo,
Coberto de mortos transpassados à espada,
Cujos os cadáveres não descem à cova
E são pisados por pedras.
Com ele não te reunirás em sepultura,
Porque destruites a tua terra
E matates teu povo.

domingo, 16 de novembro de 2008

Dialogo das personalidades!

- O que é isto?
- Ah, foi apenas um projeto que não deu certo.
- E qual o significado?
- Quer dizer que ele não gosta de pessoas, ora!
- Tudo bem eu reconheço ser um insocial mesquinho, um misantropo desagradavel, mas azar o teu...
-Eu também não tenho nada haver com a maioria das pessoas.
- Meus caros, escutem, ninguém escapa imune à aversão pelos seus semelhantes.
- Vocês dois sentem algum vazio existencial?
- Para mim quem cala consente!
- Parem com isso...
- Não te preocupa eles não estão me incomodando.
- Mas eles estão me incomodando, não quero saber de ti, o caso é comigo. Bem que ele poderiam ser um pouco menos cliche.
- Eu mal consigo frear meus impulsos suicidas diante das frustrações éroticas.
- Tu és homossexual?
- Longe disso.
- Então?
- Uso o sexo como droga. Sou um compulsivo sexual com tendencias depressivas.
- E por que?
- Sei lá!
- Qual o motivo? Deve haver um motivo.
- Eu não sei. Ja disse que nao sei!
- E vale a pena tal inquietação?
- Ora, o rapaz não acaba de dizer que não sabe. Contudo algo intriga-me.
- O que, tua própria vaidade?
- Minha soberba?! Não, é algo menos frivolo.
- Muito bem, supreenda-nos, o que é?
- Se estamos todos aqui, quem está a tocar a marcha funebre de Liszt?

(Fez-se Um silencio mortal...)

* Quantas pessoas fazem parte do texto acima?

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

de Heroís sem poderes e Coragem para salvar-se

esta história aconteceu na última casa da rua Eureca Boulevard.

Lipe acordou com sede, estava des-hidratado devido aos execessos da noite. Estava quente mais do que o custumeiro para uma cidade a baixo da linha do Equador, ele não enchergava nada, estava sem os óculos. Apalpou as camas, ao que parece Janjão e Rafa dormiam tranquilamente ébrios. Lipe detestetava ser asmático, uma falta de ar o deixou parado na porta da geladeira... Devia está amanhecendo ou ele deveria está muito lisergiado, estava vendo luzes trepidantes lá fora. Achou o óculos dentro da geladeira. Então as escamas cairam-lhe dos olhos. Uma névoa descia do segundo andar da casa e se alastrava por toda a propriedade, respirar se tornou uma tarefa árdua. Chamas cantavam na rua, e ja haviam penetrado a casa de Lipe. É hora de manter a calma. As lentes embaçadas pelo calor, cabeça tonta pelo álcool, a visão turva e colorida pelo l.s.d, não atrapalharam o firme proposito do rapaz: era preciso tirar Janjão e Rafa da casa. Correu até o quarto. As chamas berravam violentamente. Ao chegar no quarto abriu a janela, o fogo já consumia parte da casa, Eureca Boulevard era uma grande fogueira. Lipe gritou por ajuda com toda a força que tinha seus pulmões, mas os populares apenas olhavam de longe. Após um esforço vão de acorda os amigos e de já ter inalado muita fumaça era hora de decidir qual dos dois levar primeiro; a indecisão custaria a vida dos três. Olhou aflito, possivelmente não conseguiria escolher. Lipe nunca fora uma pessoa de constituição forte, era normal, conseguia ergue alguem sem problemas. Talvez fosse a adrenalina o Lysergsäurediethylamid ou a cana, não importava ele estava carregando os dois. Estava no limite quando chegou na escada. Alguma coisa atrapalhava o andamento, então o rapaz empurrou queimando-se. Caminho livre, cansaço, e as chamas. Olhou, Escolheu Rafa que era mais pesado e o carregou até la fora, um pedaço de entulho cortou o braço esquerdo de Lipe, mas ele era felicidade quando o bombeiro entrou e pegou das suas mãos o amigo. Na confusão o bombeiro não entendeu que tinha mais uma pessoa na casa precisando de ajuda, a parede da sala desmoronou. Presos em cirlulos flamenjantes os rapazes estavam. Da mesma forma que fez com o outro, Lipe pois seu amigo nos ombros e carregou até a cozinha. O memso bombeiro de antes entrou na cozinha, perguntou se Lipe estava bem, este respondeu sim. Apontou para o amigo caido no chao da cozinha... tudo escureceu... Lipe não sabe quanto tempo ficou desacordado o que sabe era que ainda estava dentro de casa, sentado em uma cadeira em um único ponto onde as chamas não o tocam, o único lugar limpo. Uma lágrima caiu quando ele olhou para a porta da cozinha, que havia desabado.
- É Lipe hoje parece não ser o teu dia mesmo. Não pode voltar e não pode avançar. Bem, se tu acreditasse em D'us ao menos... mas tu não acreditas. Olha, tu salvastes o teus amigo. Tu não era de todo ruim. - Acariciando o braço onde esta ferido e ainda sangrava um pouco, ele suspirou longamente. Mas levantou-se abruptamente da cadeira, tudo nele vacilava, menos a vontade:
- Ora Lipe, tu vais ficar ai chorando, tu vais abondonar a pessoa mais importante da tua vida. Tu vais me abanonar Lipe, tu vais provar que és um fraco, que és patétito?- Lipe tentou discutir consigo, mas ele tinha razão , não era hora de seistir. As coxas estvam com cãimbras, o tornozelo torcido, nem respirava mais. Havia atras da casa de Lipe uma mata com a entrada para o cachorro, mas ninguem usava aquele porta velha que era estreita para um homem grande. Ao chegar no porta do cachorro ele podia ouvir o latido de Prócopio. Tudo escurecia mais uma vez, quando o sao bernardo invadiu a casa e o carregou para fora.