sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Um homem a nadar na piscina





A conheci com apenas quatorze anos. Naquela época eu já havia perdido os meus pais em atentado terrorista em Madrid. A conheci semanas antes de eu entrar em um clube secreto de prazeres desmedidos, conhecido com o ensino superior. Ela, vinte anos mais velha que eu. Loira, grandes olhos castanhos, olhos por onde entidades místicas podem entrar e enfeitiçar quem os observa
directamente, isto é facto, percebi quando a conheci mais intimamente.
O seriado de minhas aventuras se deram no exacto momento que deixei minha terra natal e mudei-me para esta cidade afim de me tornar mais um doutor em medicina.
Eu era um homem totalmente diferente dos de minha idade; eu era só, já havia conhecido os prazeres da carne das mulheres e eu gostava muito do sabor delas, mas com minha idade eu não era exactamente experiente. Com esta idade eu era apenas grande, o corpo definido e musculoso pelos anos praticando desportos. Quando infante eu sofria de asma, as ervas de minha mãe e a natação curaram-me do problema de pulmões fracos, enjeitando em mim o gosto pela vida um pouco mais arriscada e antagonista ao dito, conveniente.
Com o corpo avantajado pelos braçadas nas piscinas, eu facilmente passaria por um homem adultecido. Foi assim que a conheci, saindo de uma piscina, o calção ainda aberto, exalando cloro por todos os poros. A mulher passou suavemente as unhas pelo meu braço quando eu passei por ela. E apesar de todo meu atordoamento, pude compreender o que aquilo significava.


D!

Continua

Um comentário:

Gil Costa disse...

E a continuação?